quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Porque escrevo eu?

Porque escrevo eu?

O silencio nocturno. A escuridão da noite. Porque escrevo eu tanto sobre o assunto? Porque o meu mundo é escuro. Tenho a vida envolvida em trevas. Porquê? Porque sofro com o amor. Porque tenho que me apaixonar sempre pela pessoa que não faz parte do meu destino amoroso. Será? Será mesmo por isso? Talvez, não tenho resposta para isto. Estou apaixonado sim. Acredito que os meus instintos me estejam a guiar no sentido certo. O mundo aparenta ter mais luz ultimamente. Mas infelizmente eu não deixo de sofrer. Alguém me pode explicar porquê? Nem eu.
Os terrores da minha alma. Uma luta eterna que devasta sempre o meu mundo. Porque recorro tanto a este tema? Talvez porque estou em constante conflito comigo mesmo. Porque tenho vontade de fazer e não faço. Porque quero lutar e não luto. Porque quero gritar e não grito. Porque sonho acordado. Porque esses sonhos ficam por realizar. Sem vontade de me preocupar.
A floresta oculta. O oceano poderoso. As montanhas imortais. As estrelas do céu. Elementos da natureza. Constantes naquilo que escrevo. Por um lado a beleza natural. Um sonho meu daquilo que é a beleza que procuro. Por outro lado os segredos que a própria natureza detêm tal como eu tenho os meus.
Luís de Camões. Fernando Pessoa. Figuras da escrita nacional que apesar de não serem propriamente a minha primeiro escolha a nível de leitura, não deixam de ser uma referência para mim pois são ídolos que admiro muito.
Aparentemente nada do que escrevo faz muito sentido. Eu sou muito contraditório. Por isso qual é o meu objectivo? Onde quero chegar com aquilo que escrevo? Na realidade quero que os leitores sintam aquilo que escrevo. Gosto de saber que os textos tocam nos sentimentos profundos e ocultos daqueles que gostam de ler os meus textos. É por isto que escrevo. Não para confessar os meus pecados. Não porque é mais fácil escrever do que falar. Mas sim por saber que existe a hipótese de alguém se encontrar nos meus textos. É uma boa justificação.

3 comentários:

Anónimo disse...

tudo o que esta aqui transcrito é verdade, bem cm conseguir rever o meu caso atraves dele.
continua a escrever assim pk ajuda mt gente e tb te ajuda a ti com certeza

Anónimo disse...

...to boqueaberta, a cada texto que leio é como se fosse minhas palavras, não to conseguindo assimilar tamanha, coincidência das mesmas agônias..to passada...

Ana disse...

A cada palavra que é dita, a cada pensamento que é exposto sinto a aproximação de tudo o que também sinto . . . As incertezas, o nevoeiro confuso que é o amor, o facto de nao haver aparente razao para escrevermos, mas a energia com que continuamente o continuamos a fazer... é tudo tao indiscritivel, tao sem razao de ser ou de explicar, que quanto mais embrenhado se está, mais os pensamentos nos ultrapassam querendo ser transcritos manualmente....Aqui fica o comentário de alguém que lê, sente, escreve e entende o que tudo isso é . . .